Portonave investe R$ 120 milhões na ampliação do terminal

30/06/2015No Comments

Só em 2014, companhia investiu R$ 5,3 milhões na aquisição de novos equipamentos

A Portonave S/A – Terminais Portuários de Navegantes, tem investido pesado na ampliação do complexo. Iniciado em junho de 2014 com um aporte de R$ 120 milhões em investimentos a companhia teve a sua primeira fase de expansão alfandegada pela Receita Federal no começo do ano. Com isso ela passa a ter acoplado ao complexo 24.442 m² de pátio, um quarto do total a ser ampliado.

Com essa primeira etapa da ampliação, o pátio fica com 294.442 m², capacidade estática de 17,8 mil Teus. Está em construção uma nova área para contêineres refrigerados, que trará capacidade de 2.700 tomadas reefers.

Até o final da expansão, prevista para ser concluída no segundo semestre de 2015, a companhia deve dobrar a capacidade estática do pátio de 15 mil para 30 mil Teus, com uma área total de pátio de 400 mil m²

Segundo Osmari Castilho, presidente da Portonave, só no ano passado a empresa adquiriu R$ 5,3 milhões em novos equipamentos. Entre eles, ele destaca a compra de 15 carretas do tipo TT (Terminal Tractor) para movimentação de contêineres no pátio do terminal. A empresa também adquiriu 25 semirreboques para acoplar às carretas e fazer o transporte das cargas. Ao todo, a Portonave possui 6 portêineres, 18 transtêineres, 1 MHC, 6 empilhadeiras, 40 Terminal Tractors, 54 semirreboques e 1 scanner HCVM-T.

“Atualmente a Portonave está focada na obra de expansão do terminal, que deve dobrar a capacidade estática do pátio para armazenagem de contêineres. Com esta obra, os novos equipamentos adquiridos no ano passado e a equipe em constante aperfeiçoamento consideramos que temos estamos aptos a atender à crescente demanda”, disse.

Para ele, as novas aquisições são fundamentais para atender à demanda das operações do terminal e dos clientes, de forma ágil de com qualidade. “Somos o terminal mais bem equipado de Santa Catarina e investimos na proporção necessária para a qualidade dos nossos serviços”, completou Castilho.

Além disso, destaca ele, “os equipamentos disponíveis e a retroárea compatível permitem que o terminal opere com segurança e bons índices de produtividade”. Não esquecendo de mencionar ainda que o complexo bateu recorde sul-americano de produtividade em outubro de 2014, com a marca de 270,4 movimentos por hora (mph), onde foram usados seis portêineres na atividade.

No que se refere a expansão do terminal, Castilho ressalta ainda a importância para o Comércio Exterior de Santa Catarina, que “representa um ganho de competitividade para o Estado”. Além dos investimentos em expansão, ele diz ainda que um sistema informatizado de rastreamento dos contêineres, profissionais altamente especializados, tecnologia de ponta e segurança são destaque nas ações da Portonave.

Cenário

 

Para o presidente da Portonave, os terminais portuários no Brasil, tem índices de produtividade compatíveis com os padrões mundiais. Mas destaca, no entanto, a “necessidade de superar algumas restrições tais como de acessos, profundidade, bacia de evolução e racionalizar os procedimentos para a liberação das cargas”.

Para ele, nesse sentido, a tecnologia será a base para que os terminais e consequentemente o produto brasileiro seja competitivo no mercado internacional. “Agregar valor ao produto e reduzir o custo na logística para podermos ampliar a nossa participação no comércio internacional, completam esta equação. Os terminais serão sempre pressionados pela competição e a pela necessidade dos clientes a desenvolver novas tecnologias, buscar ganhos de escala e de escopo”, destaca.

Segundo Castilho, a companhia se preocupa em formar e qualificar mão de obra para todas as atividades do terminal, a fim de que haja mão de obra específica e qualificada para operar esses novos equipamentos e tecnologias. “Acreditamos que para se destacar o grupo todo deve ser forte e o nosso tem se destacado. Aqui na região, temos contado também com faculdades e escolas técnicas que tem se voltado para o nicho da formação de profissionais para a área logística. A boa qualidade de vida por aqui também atrai e retém os profissionais”, ponderou.

Em 2014, foram 84.743 horas dedicadas a treinamento – o que corresponde uma média de 84 horas por colaborador. Além disso, diz ele, o terminal conta com programas de desenvolvimento constante, além de oferecer subsídio de 50% para incentivar cursos técnicos, de graduação, pós-graduação e idiomas.

“Atualmente temos uma equipe capacidade a operar os nossos equipamentos. Desenvolvemos treinamento constante com o objetivo de melhorar os nossos processos, torna-los cada vez mais seguros e com bons índices de produtividade. A nossa equipe de operadores tem se destacado e sido determinante para os bons resultados alcançados”. Fonte: Guia Marítimo | Kamila Donato

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