Richa assina ordem de serviço para dragagem dos portos do Paraná

08/12/2015No Comments

O governador Beto Richa assinou nesta segunda-feira (7), em Curitiba, a ordem de serviço número 241/2015 para início da dragagem de manutenção dos canais de acesso aos portos paranaenses. O investimento, de R$ 156,9 milhões, envolve a dragagem no canal de acesso, na bacia de evolução e nos berços do cais comercial do Porto de Paranaguá e do Porto de Antonina.

Governador Beto Richa entregou ordem de serviço para início dos trabalhos de Dragagem de maunutenção nos canais de acesso aos Portos de Paranaguá e Antonina, aos diretores da DTA Engenharia Ltda. Foto: Arnaldo Alves / ANPr.

Governador Beto Richa entregou ordem de serviço para início dos trabalhos de Dragagem de maunutenção nos canais de acesso aos Portos de Paranaguá e Antonina, aos diretores da DTA Engenharia Ltda. Foto: Arnaldo Alves / ANPr.

Com a autorização, as obras iniciam já na próxima semana. O governador destacou a importância deste trabalho e ressaltou que ele faz parte da série de investimentos portuários feitos pelo governo estadual nos portos paranaenses, nos últimos anos. “A melhoria da infraestrutura e da gestão do Porto de Paranaguá se incluem na política de desenvolvimento econômico do nosso governo, que abrange também, incentivo para atração de novos empreendimentos e investimentos na infraestrutura”, afirmou o governador.

PROFUNDIDADE – A área dragada será de 7,3 milhões de metros cúbicos – o equivalente a nove estádios do Maracanã – e vai restabelecer a profundidade de projeto dos canais e berços. O prazo de execução da obra é de 12 meses e será feito pela empresa DTA Engenharia.

O secretário de Estado da Infraestrutura e Logística, José Richa Filho, explica que a dragagem é necessária para facilitar a navegação com segurança nas áreas do Porto e seu entorno. “A dragagem permite a ampliação dos acessos ao Porto, adaptando-o às dimensões das embarcações que vem aumentando com a evolução da logística”, relatou José Richa Filho.

GRANDE NAVIOS – O investimento, explicou o diretor-presidente da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa), Luiz Henrique Dividino, terá reflexo direto na competitividade do terminal portuário paranaense. “A obra é fundamental para que o porto continue recebendo grandes navios que fazem o comércio de cargas ao redor do mundo”, disse.

O número de navios com mais de 300 metros de comprimento que chegam aos portos paranaenses, anualmente, aumentou de 17, em 2011, para 151 em 2014. Hoje, o Porto de Paranaguá recebe linhas semanais regulares de navios com 336 metros de comprimento por 51 metros de largura.

“A manutenção destas linhas depende da dragagem e da segurança da navegação. Pretendemos, em 2016, realizar a operação com o maior navio de contêineres que já atracou na costa atlântica, de 386 metros de comprimento por 52 metros de largura”, informou ele.

Durante a dragagem, não haverá restrições de navegação no estuário e nem para as atividades de pesca. A entrada e saída dos navios também permanecerão inalteradas, apenas obedecendo alguns cuidados adicionais de segurança, conforme orientações da Marinha.

GALHETA – O assoreamento dos canais de navegação é um fenômeno natural de recomposição dos materiais no fundo dos canais. O Canal da Galheta, que dá acesso aos portos do Paraná, é artificial e foi aberto na década de 1970, o que possibilitou ao Porto de Paranaguá se posicionar como o segundo maior porto público da América Latina, e uma das maiores plataformas de exportação de grãos do mundo.

Com campanhas de dragagem de manutenção programadas, e continuadas, o canal de acesso externo (área Alfa) continuará proporcionando os 15 metros de profundidade e o canal de acesso interno (áreas Bravo 1 e Bravo 2) terá profundidades entre 13 a 13,5 metros. Já no Porto de Antonina, a dragagem vai manter a profundidade do canal de acesso e da bacia de evolução (áreas Delta 1 e 2) entre 9 metros e 9,5 metros.

EL NIÑO – O início das dragagens foram estabelecidos devido aos efeitos do fenômeno “El Niño”, que interfere no regime de assoreamento, exigindo da Appa cuidados especiais para manutenção da segurança da navegação.

O despejo do material dragado será feito na área externa da baía, distante das praias, sendo que todo este processo é controlado de forma a garantir que não ocorrerão interferências ambientais.

PRESENÇA- O deputado estadual Tião Medeiros acompanhou a assinatura das ordens de serviço.

email

Leia Também:

  1. Appa dá início à dragagem do Porto de Antonina
  2. Começa a dragagem de manutenção no Porto de Paranaguá
  3. Licitação para dragagem de manutenção do Porto termina sem um vencedor
  4. Ibama libera dragagem de aprofundamento no Porto de Paranaguá
  5. SEP relança edital de licitação para dragagem de Santos

Deixe uma resposta


8 + 6 =