ETE investe cinco milhões no reforço da operação fluvial

30/06/2016No Comments

O grupo ETE batizou esta quarta-feira o rebocador-empurrador ‘Baía do Seixal’, com o qual pretende dar um impulso significativo às operações fluviais, criando valor económico no rio Tejo. Num investimento de dois milhões de euros, a nova embarcação foi construída pela Navaltagus, outra das empresas do grupo,. Além disso, a ETE vai investir três milhões de euros, de forma faseada, no novo cais fluvial em Castanheira do Ribatejo.

O 'Baía do Seixal' foi batizado pela ministra do Mar, Ana Paula Vitorino

O ‘Baía do Seixal’ foi batizado pela ministra do Mar, Ana Paula Vitorino

Segundo o grupo ETE, “as características únicas” deste rebocador-empurrador – “é uma embarcação inovadora pelo baixo calado, pelo comprimento reduzido e pela elevada potência, o que permite operações em zonas estreitas e sinuosas do rio e com fundos baixos”, explica a empresa em comunicado – contribuem para aumentar o valor económico do rio Tejo, ao tornarem esta via navegável de Lisboa até Valada do Tejo.

“Abre-se, assim, caminho para o emergir de mais portos fluviais no rio, o que contribuirá para o desenvolvimento do porto de Lisboa, ao mesmo tempo que permitirá viabilizar a instalação de atividades económicas suportadas no transporte fluvial de mercadorias em zonas anteriormente de difícil acesso”, pode, ainda, ler-se no documento.

Além de destacar os ganhos ambientais do transporte fluvial, cuja pegada ambiental é oito a 10 vezes inferior ao transporte rodoviário, mas também o seu efeito no desenvolvimento do tecido empresarial e na criação de emprego, bem como no impulsionar do crescimento da atividade de construção e reparação naval, o grupo ETE lembra que o rio Tejo já teve 14 portos fluviais, dez mais do que os atuais. E, por isso, anuncia que tem já em curso um projeto para a construção e exploração de um novo cais fluvial em Castanheira do Ribatejo, num investimento total, faseado, de três milhões de euros.

Um milhão é o custo da construção do novo cais e dois milhões destinam-se aos gastos com equipamento. O estudo de impacto ambiental está já em apreciação na Agência Portuguesa do Ambiente e o grupo ETE constituiu já a empresa Companhia do Porto da Castanheira, que assegurará a movimentação de contentores e outras mercadorias junto à Plataforma Logística de Lisboa Norte.

O cais irá desenvolver o intermodalismo do Porto de Lisboa, pois fará a ligação entre os diversos terminais deste porto e a plataforma logística, “contribuindo de forma significativa para o descongestionamento rodoviário no perímetro urbano de Lisboa, estimando-se uma redução de 250 camiões por dia, podendo atingir uma redução de 750 camiões ao dia”. Leia materia original em Dinheiro Vivo

 

 

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