Consórcio que constrói módulos para plataformas de petróleo demite mais de mil funcionários em Itajaí

25/09/2016No Comments

consórcio MGT, responsável pela construção de módulos para plataformas depetróleo, colocou em aviso prévio mais de 1,1 mil funcionários em Itajaí. O motivo é um impasse no contrato com a Petrobras: a estatal pediu alterações nos projetos, que aumentaram os custos de produção, mas não alterou os termos contratuais. Há cerca de um ano o consórcio pede reequilíbrio, sem sucesso. Os valores em questão são mantidos em sigilo pelo MGT.

Reprodução Diário Catarinense

Reprodução Diário Catarinense

O consórcio já entregou quatro módulos de gás e energia, que são produzidos em Itajaí e levados em barcaças até o Rio Grande do Sul, onde são integrados às plataformas. No momento há dois módulos na fábrica, um pronto para a entrega e outro ainda em construção. Desde quarta-feira, os trabalhos foram suspensos e as unidades não têm previsão de entrega. A demissão foi feita enquanto ainda há dinheiro em caixa para pagar salários e rescisões.

A assessoria jurídica da empresa informou que, caso o contrato seja renegociado, oferecerá aos trabalhadores a possibilidade de reaver o emprego. Esta é a primeira dispensa coletiva na indústria de construção naval em Santa Catarina dos últimos meses.

Desde o início do ano, quando ocorreram as últimas demissões em massa em Itajaí e Navegantes — polo catarinense no setor — o número de vagas de emprego havia estabilizado.

Queda brusca

A construção naval chegou a empregar 10 mil trabalhadores no Estado até 2014. Desde o ano passado, quando a crise mundial do petróleo encontrou a crise de credibilidade da Petrobras, alvo dos escândalos da Operação Lava Jato, os postos de emprego caíram pela metade.

Com as novas demissões, a indústria naval passa a ter menos de 4 mil empregados em Itajaí e Navegantes. Jurandir Sardo, presidente do sindicato dos metalúrgicos, diz que há preocupação em relação à possibilidade de outros estaleiros locais também estancarem a produção por falta de pagamento. Leia matéria original em Diário Catarinense

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