Auditores seguem com mobilização e cargas retidas chegam a 3 mil no AM

25/09/2016No Comments

A mobilização dos auditores da Receita Federal no Amazonas, iniciada no dia 1º de setembro, atrasa a liberação de cargas no estado. De acordo com o sindicato, aproximadamente 3 mil contêineres estão retidos nos portos alfandegários de Manaus.

O atraso na liberação de cargas é resultado da “Operação Padrão”, espécie de blitz realizada pelos auditores fiscais da Receita Federal que torna a inspeção de cargas mais rigorosa.

Fila para fiscalização de cargas pode aumentar com chegada de mais cargas (1) (Foto: Ísis Capistrano/ G1) Reprodução

Fila para fiscalização de cargas pode aumentar com chegada de mais cargas (1) (Foto: Ísis Capistrano/ G1) Reprodução

A categoria que exige que o governo federal cumpra acordo feito em março para aumento de salário de 21% em quatro anos. O Projeto de Lei (PL) para reajuste de salário era para ter entrado em vigor no mês de agosto.

Segundo o auditor fiscal Frederico Castello Branco, a previsão é que a fila de fiscalização para cargas aumente na próxima semana com o desembarque de quase 5 mil carga.

Frederico diz que o Governo continua sinalizando que vai rejeitar os Projetos de Lei que tratam de reajuste salarial de servidores públicos. Outra dificuldade da categoria é a aprovação da pauta não remuneratória na Câmara dos Deputados, especialmente a que trata sobre a consolidação das atribuições do cargo do auditor.

“Essa parte está causando atraso pois existem forças políticas trabalhando contra a aprovação da íntegra do referido projeto. Enquanto essa situação persistir, os auditores continuarão mobilizados”, disse.

As operações padrões dos fiscais da Receita Federal tem causado uma série de transtornos nos terminais alfandegários, segundo o Porto Chibatão. Entre eles estão a redução no recebimento e entrega de contêineres para empresas do Polo Industrial e Comercio de Manaus; aumento nos indicadores do terminal para entrega e recebimento de carga; congestionamento interno e externo nos gates do terminal.

Além disso, a assessoria do Porto informou que também há preocupação com os custos da mão-de-obra para o atendimento dos fiscais em operação e com o aumento no quantitativo de contêineres armazenados no terminal, gerando atrasos nos processos de liberação e possível falta de produtos nas empresas.

O presidente do Sindicato dos Funcionários Fiscais do Estado do Amazonas (Sindifisco), José Jefferson, diz que a categoria aguarda resultado de relatório feito pela comissão que trata do assunto na Câmara dos Deputados. A previsão é que o documento seja divulgado no dia 4 de outubro. Leia matéria original em G1 AM

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