MA desbanca o PA no embarque de bois

25/11/2015No Comments

Neste fim de semana, o porto maranhense de Itaqui começou a realizar, com a autorização do Ministério da Agricultura, os embarques para exportação de bois vivos que antes aconteciam no porto paraense de Vila do Conde, em Barcarena.

Porto do Itaqui | Divulgação

Porto do Itaqui | Divulgação

Desde o dia 6 de outubro, as exportações de bois vivos nos píeres paraenses estão suspensas, por causa do acidente com o navio Haidar, que afundou com 5 mil cabeças de gado, que seriam exportadas à Venezuela.

O embargo do porto de Barcarena para embarques de bois vivos para exportação deve prosseguir até que a Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas) decida pela liberação do porto, após análise de documentação apresentada pela Companhia Docas do Pará (CDP) sobre o acidente. Porém, o representante do Ministério da Agricultura (MA) no Pará, o superintendente federal de Agricultura Josenir Nascimento, expressou, na última sexta-feira, em entrevista, apreensão com a demora da liberação do porto de Vila do Conde. Segundo Nascimento, o imbróglio se agravou após a Semas ter feito, recentemente, novo pedido de documentação à CDP para tratar do caso.

Dificuldade

Logo após o acidente, o superintendente de Agricultura no Pará esteve com o secretário da Semas, Luiz Fernandes Rocha. “Ele disse que, se a CDP entregasse os documentos necessários, a secretaria analisaria o mais rápido possível para liberar as exportações”, conta Nascimento. Não foi bem o que aconteceu. Após o pedido da Semas, o presidente da CDP, Parsifal Pontes, entregou a documentação à Secretaria, mas o processo não evoluiu. “Não vejo qual a dificuldade. Não quero fazer juízo de valor, mas fico a pensar: ‘Por que o Maranhão conseguiu resolver isso com tanta rapidez e o Pará não consegue? Precisamos de uma decisão”, indaga Nascimento.

Para o porto de Vila do Conde voltar a funcionar para o transporte de animais vivos, é necessário a Licença de Operação (LO) da Semas. A Marinha do Brasil, que proibiu os acostamentos no local do acidente, deve liberar o acostamento no pier esta semana. Porém, o embarque de animais vivos seguirá suspenso porque precisa da LO, documento que só o Governo do Estado pode emitir. “O Pará tem uma das melhores condições de embarque de animais vivos do mundo”, afirma Nascimento. “Corremos o risco de perder esse papel, se não resolvermos logo essa situação”.

Anteontem, o Ministério da Agricultura, responsável pelo trânsito desses animais, visitou a área de fazenda da Minerva, onde estão 5 mil bois dos 15 mil da empresa que estão ilhados desde o acidente em Barcarena. Os bois que estavam em Igarapé-Miri, numa estação de pré-embarque, já foram autorizados pelo MA a seguir para o porto de Itaqui (MA). “Com isso, esta semana o Estado do Maranhão começa a tomar essa referência de embarque de bois vivos, que era do Pará. Essa é a nossa preocupação”, destaca o superintendente de Agricultura. (Diário do Pará) Leia matéria original em Folha do Bico

email

Leia Também:

  1. Embarque de grãos por Paranaguá ficará mais ágil
  2. Tecon Rio Grande inicia embarque de soja em contêineres
  3. Tecon Rio Grande fecha maior embarque de soja do terminal
  4. Porto do Rio Grande já contabiliza embarque de 750 mil toneladas de soja
  5. Libra Terminais Santos garante recorde de embarque no navio MOL Garland

Deixe uma resposta


8 − 1 =